Poeira e queimadas dão tom 'sépia' ao céu londrinense nesta segunda

Partículas secas misturam-se ao ar relativamente úmido e atuam como 'filtro' para a luz solar

Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha

O céu cheio de partículas sobre a região Norte do Paraná chamou a atenção dos londrinenses nesta segunda-feira (19), que amanheceu com uma cor "sépia". De acordo com a agrometeorologista do Iapar (Instituto Ambiental do Paraná) Heverly Moraes, a fumaça de queimadas e do incêndio no Parque de Ilha Grande, que já dura dez dias, prejudicam a qualidade do ar.


A UR (umidade relativa) do ar na região de Londrina está alta, segundo a agrometeorologista, devido à massa de ar frio que passou "de raspão" pela cidade, o que melhoraria a qualidade do que respiramos, mas não trouxe chuva.




Por outro lado, segundo Heverly, as partículas secas suspensas no ar, invisíveis a olho nu, deram o aspecto amarelado ao dia. Os efeitos das partículas de fumaça e poeira são piorado pela umidade do ar, que chega a 95% nesta segunda. "O ar está sujo e essa umidade 'agarra' a poeira, prejudica mais a qualidade do que respiramos", diz.


Coordenador do Gedal (Grupo de Estudo e Divulgação da Astronomia em Londrina), Miguel Moreno concorda que esse aspecto diferente do céu se deve, principalmente, a estas partículas suspensas devido à falta de chuvas. "Quem trafega por estradas rurais, mesmo em baixa velocidade, vê subindo uma nuvem de poeira atrás do carro", diz. Combinado com queimadas, desde as pequenas em áreas urbanas até os grandes incêndios florestais, tornam o ar carregado destas partículas. "E elas acabam servindo como um 'filtro', permitindo que só passe um pouco da luz do sol.


Moreno diz que a chuva atuaria tanto retirando da atmosfera essa poeira que está fazendo este fenômeno, quanto vai fixar no chão a poeira que sobe. "E não precisa ser uma cuva torrencial. Mas esse fenômeno pode ocorrer amanhã [terça-feira, 20] também, se não tivermos incidência de precipitação até lá", afirma.


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