Rio de Janeiro, 08 (AE) - O empresário Benjamin Steinbruch afirmou hoje que pode haver troca de ativos entre a Companhia Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Após receber um prêmio pelo relacionamento comercial da Vale com a China, e questionado sobre a solução para o setor siderúrgico, Steinbruch admitiu: unificação de controle das duas empresas, "para dar ganhos de sinergia e valor para os sócios".
Sem muitos detalhes, Steinbruch falou também sobre a troca de ações.
"Parece interessante, porque valoriza os ativos, termina com eventuais divergências entre os sócios e mantém o controle brasileiro nessas atividades, com uma possível entrada de sócios estratégicos". Segundo ele, as negociações "melhoram dia a dia". O trabalho, diz, é para "ter empresas brasileiras fortes
independentes e multinacionais".
A Vicunha fica, ele garante. E, desta vez, o empresário deu um desenho mais amplo do que pode estar sendo negociado. "Por que falar apenas em siderurgia?" A CSN teria a oferecer porto, ferrovia, mina. "Pega o que cada um tem, vê o que é comum e pronto".
Steinbruch comentou a possibilidade de haver mais sócios nacionais. "Sócio nacional é igual coração de mãe: sempre cabe mais um." Mas não garantiu nada sobre a entrada da belga Arbed.
Hoje, o jornal belga Handelsblatt publicou que a Arbed anunciaria amanhã uma mudança societária que incluiria um acordo com a CSN. "Aposto dez contra um que não sai anúncio algum", frisou Steinbruch.
Uma fonte da Previ afirmou que o fundo de pensão continua na posição de comprador. "Demos um cheque em branco para o Tarquínio (Luiz Tarquínio, presidente da Previ), e a coisa pode chegar a R$ 1 bilhão", disse a fonte. Steinbruch citou a AmBev, a fusão (ainda não aprovada) de Brahma e Antarctica, como modelo. E afirmou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está participando das conversas como sócio. "Emprestar dinheiro para quem?"

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