Co-fundador da Pastoral da Criança, indicada neste ano para o prêmio Nobel da Paz, dom Geraldo Majella Agnelo, 67 anos, foi nomeado arcebispo de Salvador em 13 de janeiro de 1999. Após a nomeação, ele defendeu a ação conjunta de todas as religiões para combater as desigualdades sociais.‘‘A pobreza não é vontade de Deus’’, disse.
Em março de 1999, criticou a política econômica de FHC: ‘‘É uma grande preocupação para a igreja que a preservação do plano (Real) seja à custa do desemprego e de um maior sofrimento para a população’’.
Em Salvador, vem ganhando a simpatia dos baianos, independente de credo, por sua posição assumidamente crítica em relação à questões sociais graves do País, além de defender a compreensão entre os católicos e adeptos de outras religiões, inclusive o candomblé, reconhecendo o forte sincretismo do estado.
Dom Geraldo Agnelo nasceu em Juiz de Fora (MG), em 19 de outubro de 1933. Ordenado sacerdote em 1957 na catedral de São Paulo, em 1964 foi nomeado cônego pelo cardeal dom Carlos Carmelo Motta.
Em 1969, obteve o doutorado em teologia, em Roma. O papa Paulo 6º o nomeou bispo de Toledo (PR) em 5 de maio de 1978. Em 27 de outubro de 1982, João Paulo II o indicou arcebispo de Londrina (PR) e, em 13 de janeiro de 1999, o nomeou arcebispo de Salvador. (Agência Folha)

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