Pobreza causa mortalidade de mães e crianças
A mortalidade infantil e materna, a crescente elevação da mortalidade por doenças não transmissíveis e a elevada taxa de mortalidade por acidentes e por violência foram os principais problemas de saúde dos brasileiros apontados na pesquisa do Ipea.
Em 2002, segundo dados da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa), a taxa de mortalidade infantil (crianças que morrem com menos de um ano de vida) era de 25,1 por mil nascidas vivas no Brasil. A taxa de mortalidade materna, no mesmo ano, foi estimada em 73,1 por 100 mil nascidos vivos.
Os problemas associados pela pesquisa à mortalidade materna e de crianças são as condições de pobreza da população e as dificuldades de acesso a serviços de saúde de boa qualidade e a um saneamento adequado.
Já as mortes por doenças não-transmissíveis, como câncer, infarto, acidentes vasculares cerebrais e diabetes representam atualmente cerca de metade das mortes no país. De acordo com a pesquisa, resultam de estilos de vida inadequados, como má alimentação, pouca atividade física e condições estressantes de trabalho.
Mais de 80% das mortes atingem os homens brasileiros, principalmente na faixa etária de 20 a 39 anos, responsável por 50% das mortes causados por acidentes, homicídios e suicídios. (Folhapress)





