De 1990 para cá, a situação das crianças no mundo melhorou. Mas ainda está a anos-luz de ser ideal. Esta é a conclusão do relatório ''Situação Mundial da Infância 2002'', elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef. Os resultados seriam apresentados e debatidos, em setembro, por chefes de Estado e delegados na Sessão Especial para a Infância na sede da ONU, em Nova York. Mas, devido aos atentados no dia 11 do mês passado, o evento foi cancelado e uma nova data ainda não foi definida.
O relatório analisa uma década de ações estabelecidas na Cúpula Mundial pela Criança, em 1990. ''Dez anos renderam resultados diversos'', resume Kofi Annan, secretário-geral das Nações Unidas. O relatório destaca que 3 milhões de crianças com menos de cinco anos deixaram de morrer todos os anos (uma redução de 14% no índice de mortalidade), e outras 28 milhões deixaram de sofrer com a desnutrição. Entretanto, 600 milhões ainda vivem na pobreza (com menos de US$ 1 por dia) e 10 milhões ainda morrem por falta de prevenção a doenças.
A pobreza mostra sua face mais letal na incidência de doenças que há muito poderiam estar erradicadas. Poliomielite, sarampo, tétano neonatal, gripe e tuberculose ainda são endêmicas em alguns países pobres. Menos da metade das crianças africanas abaixo de um ano é imunizada com a vacina tríplice e a diarréia permanece com uma das maiores causas de mortalidade infantil.

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