Madri, 08 (AE-ANSA) - O Partido Nacionalista Basco (PNV, por sua sigla em espanhol) anunciou hoje o rompimento de seu pacto com o Partido Popular (PP), do primeiro-ministro José María Aznar, depois de uma áspera polêmica política gerada pelo fim da trégua do ETA (Terra Basca e Liberdade).
O deputado do PNV Joxe Joan González adiantou hoje que seu partido votará contra os orçamentos gerais do Estado para o ano 2000. "Damos por inválidos todos o acordos com o Executivo", afirmou o legislador basco.
Segundo analistas políticos, apesar da retirada dos nacionalistas bascos, os orçamentos gerais, que serão votados em 22 de dezembro, deverão ser aprovados com o apoio de outros aliados do PP, como Convergencia i Unión (CIU) e Coalición Canaria (CC).
Na segunda-feira, motivado pelo anúncio do fim da trégua do ETA, Aznar acusou o PNV de haver cedido à "chantagem" do ETA e de favorecer com sua estratégia independentista "uma limpeza étnica" no País Basco. Tais declarações indignaram os nacionalistas bascos, que chamaram Aznar de "filho do franquismo".

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