São Paulo - Todos os postos de vigilância sanitária e epidemiológica dos aeroportos, portos e de fronteira do Brasil estão em estado de alerta devido à pneumonia atípica. No Aeroporto de Guarulhos (SP), segundo a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), chegam vôos de um único país asiático, o Japão. São onze vôos por semana, realizados por duas companhias: Varig e Japan Airlines. Quem quiser vir de outro país da Ásia para São Paulo deve fazer conexão em algum aeroporto onde haja vôos para o Brasil.
Por precaução, no entanto, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde, vem reiterando recomendações para que se mantenha o estado de alerta em toda a rede epidemiológica do Sistema Único de Saúde, a fim de se detectar os casos suspeitos, como já tem feito nas últimas semanas.
Se ocorrer algum caso em aviões ou embarcações, o primeiro atendimento deverá ser prestado na unidade médica dos portos e aeroportos, procedendo-se a notificação para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após a avaliação e prestação de assistência médica inicial, o paciente será encaminhado para a unidade de referência definida pelas respectivas secretarias estaduais de Saúde, onde será hospitalizado em uma ala de isolamento.
O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, não adotou nenhuma medida preventiva contra a pneumonia asiática. Segundo a assessoria de imprensa do aeroporto, nenhuma notificação da Anvisa foi recebida. A Anvisa alega que já enviou uma nota técnica referente a epidemia a todos os aeroportos brasileiros, mesmo ao Afonso Pena, que não opera vôos internacionais diretos.
Em caráter preventivo, o setor de epidemiologia da 15º Regional da Saúde pede que a população dos municípios da região de Maringá se mantenha atenta a casos em que possa haver suspeita de pneumonia atípica. O alerta na região se deve à proximidade com o Paraguai.
Na fronteira do Brasil com o Paraguai o estado também é de alerta. O Aeroporto Internacional Cataratas, em Foz do Iguaçu, adotou o procedimento determinado pela Anvisa. O posto da Vigilância Sanitária está exponto o alerta direcionado aos passageiros e funcionários, que podem tirar dúvidas com os três fiscais do órgão. A mensagem sonora explicativa sobre a moléstia é divulgada pela Infraero. Pelo aeroporto circulam em média 42 mil passageiros por mês. A unidade opera com nove vôos regulares (oito são domésticos e um faz linha com Miami (Estados Unidos).
A Anvisa também tem preocupação quanto ao movimento na Ponte da Amizade (Brasil/Paraguai), onde se registra um movimento médio diário entre 20 e 30 mil veículos, o que torna a fiscalização impossível. Vizinha de Foz, Ciudad del Este abriga imigrantes de diferentes regiões, em especial do Oriente Médio e da Ásia.

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