São Paulo, 18 (AE) - O Conselho de Entidades e Cidadãos pela Ética na Câmara Municipal, criado hoje pelo Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE) e aproximadamente 30 entidades civis, vai responsabilizar os partidos políticos pelos candidatos que "oferecerem" à sociedade paulistana. A primeira medida da nova entidade será enviar uma carta aos diretórios municipais de todos os partidos políticos, pedindo que informem os critérios éticos que o partido pretende adotar para selecionar os candidados a vereador na cidade de São Paulo.
"Temos parlamentares decentes e não decentes, mas queremos ampliar a ala dos decentes", afirmou o coordenador do PNBE, Antônio Dias. Os integrantes do conselho ainda não definiram quais instrumentos vão adotar para fazer o acompanhamento do desempenho dos parlamentares, mas o ex-vereador Francisco Whitaker já falou até na possibilidade de criar um "selo de qualidade". A idéia de Whitaker, que atualmente se dedica a uma entidade que defende a ética na política, causou polêmica na reunião de hoje à tarde no PNBE.
Os representantes de outros movimentos consideraram um risco atribuir um selo de qualidade a um político. "Seria a um partido, mas ainda não definimos se vamos ou não utilizar esse instrumento", afirmou Antônio Dias.
Medida correta - O vereador Miguel Colasuonno, ex-companheiro de Paulo Maluf no PPB e atual membro do PMDB, disse que a iniciativa é benéfica porque aumenta a participação da sociedade civil no processo político de São Paulo. "Concordo plenamente que a responsabilidade pelas candidaturas tem de ser atribuída aos partidos, que aceitam ou não as pessoas que os procuram", disse Colasuonno.
Ele votou contra o segundo pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal.

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