Pnad mostra que 84% vivem na área urbana e 15%, na rural
Curitiba- Cada vez mais a população paranaense deixa o campo para trabalhar nas cidades. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 84,49% da população do Estado está na área urbana e 15,51%, na rural. Se for analisada a raça, 86,55% dos paranaenses se classificam como brancos, 3,07% como negros, 27,28% como pardos, 1,11% como amarelos e 0,34% indígenas. ''Uma das maiores mudanças é na raça. Em 2002, eram apenas 10% de pardos. Agora são 27%. Não sabemos dizer qual a mudança. Pode ser que seja por conta das quotas raciais das universidades. As pessoas querem ser pardas ou negras'', observou Luiz Alceu Paganotto, supervisor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Outro dado é que nasceu mais homens do que mulheres no Paraná. No entanto, a taxa de mortalidade infantil é mais alta entre os homens. Os jovens vítimas de morte violenta (acidentes, assassinatos) são normalmente do sexo masculino. O que faz com que existam mais mulheres do que homens no Paraná (são 51,47% do sexo feminino). As boas notícias da pesquisa ficam por conta da infraestrutura da taxa de iluminação elétrica por domicílios: 99,2% dos domicílio têm luz no Paraná (em 2002, eram 98,64%). A taxa de abastecimento de água em rede também está aumentando: 98,9% dos domicílios têm água de rede (em 2002, eram 97,28%).
Ainda é considerado baixo o índice de esgotamento sanitário: 46,37% dos paranaenses (menos da metade) tem rede coletora de esgoto e 23% têm fossa séptica. ''Esse ainda é um problema. Mas tem melhorado aos poucos'', ponderou Paganotto. (L.P.)





