Pnad aponta tendência de queda das desigualdades
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Agência Brasil 
Segundo a presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Wasmália Bivar, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, revela tendência de queda das desigualdades no Brasil.
"O índice de Gini [que mede a desigualdade de rendimentos] mostrou uma redução histórica no caso da renda do trabalho, que ficou abaixo do 0.5 no Brasil como um todo", comentou a presidente. Conforme a metodologia do índice, quanto mais próximo de zero o valor, menor a desigualdade.
"Para o índice nacional, a desigualdade de fato diminuiu. No que diz respeito às outras variáveis, observamos a manutenção de certas tendências de melhoramento, aperfeiçoamento das condições do mercado de trabalho, dos domicílios e em alguns indicadores da educação, como taxa de frequência e aumento dos anos de estudo", comentou Wasmália, durante o lançamento da pesquisa, na manhã desta sexta-feira (27).
Entretanto, alguns resultados apresentados foram insatisfatórios como os do analfabetismo, que parou de cair; do trabalho infantil, cujo ritmo de queda diminuiu; e o índice de Gini de todas as fontes, que se manteve estável após oito anos de queda. Outra informação ruim foi o aumento da diferença dos salários entre homens e mulheres, que de acordo com a presidente dificilmente consiste em uma tendência que se mantenha.
"Historicamente, a tendência é redução da desigualdade entre homens e mulheres. Um ponto como esse [da Pnad divulgada hoje] ocorre em função de composições setoriais da ocupação. Precisamos de mais tempo para ver como se comporta essa variável, e nós mulheres estamos atentas a isso", opinou.
Por outro lado, ela ressaltou alguns ganhos das famílias, como o aumento da posse de bens duráveis, que cresceu 2,5% no período, e do acesso à internet, a celulares e a computadores. "Acredito que a tendência é que a gente vá crescendo todos os anos nessa abrangência, de forma sistemática, à medida que cresce também a oferta dos serviços, pois não depende só da capacidade do domicílio de adquirir esse bem, é preciso que os serviços também acompanhem essa demanda", declarou.


