PMs são suspeitos de violar regulamento
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quarta-feira, 18 de maio de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Policiais da PM2, espécie de corregedoria da Polícia Militar do Paraná, estão investigando denúncia de que 13 PMs que trabalham em Curitiba também estariam prestando serviços para uma empresa de vigilância, o que é proibido pelo Regulamento Disciplinar da corporação. No início do mês, o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região enviou documentação para a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) pedindo providências.
O presidente do sindicato, João Soares, disse que o material encaminhado comprova as irregularidades. ''Esta situação, além de ser totalmente ilegal, prejudica os trabalhadores do setor de vigilância e também o Estado, pois não há recolhimento de imposto, estes PMs trabalham para esta empresa na informalidade'', afirmou ele. Os mesmos documentos foram enviados para o comando da Polícia Militar.
Soares relatou que a denúncia partiu de um PM que já trabalhou na empresa. A assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que, caso sejam considerados culpados, os policiais denunciados sofrerão punições que podem variar de sanções disciplinares até desligamento da corporação.
A empresa em questão é a Forza, de São Paulo, que presta serviços de vigilância para a Pampa, uma companhia de telecomunicações. O coordenador de segurança patrimonial da Pampa, Sérgio Antônio de Souza, afirmou que é policial militar aposentado. ''Sei que todos os PMs que prestam serviços para a Pampa em Curitiba através da Forza são aposentados. Mas não sei detalhes sobre as contratações, que foram feitas pela empresa de vigilância'', disse ele.
O diretor da Forza, Cleverson Emanuel Garcia, argumentou que não contrata policiais militares na ativa e alegou que todos os funcionários têm carteira assinada. ''Isso (a denúncia) não passa de uma represália contra mim e contra as pessoas que trabalham na minha empresa. Tenho documentação para provar que a situação dos vigilantes da Forza é regular'', apontou Garcia.


