PMs querem unificar currículos nas academias
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quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A unificação dos currículos nas academias de Polícia Militar (PM) de todo o Brasil é uma das propostas tiradas ontem na reunião do Conselho Deliberativo Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros. O objetivo é criar linhas de atuação em todos os órgãos federativos com o intuito de reduzir as abordagens policiais inadequadas e reforçar o caráter preventivo das atuações militares.
De acordo com o coronel Nemésio Xavier de França, comandante da PM do Paraná e presidente da recém-criada União dos Comandantes Gerais das Polícias Militares do Brasil, também foram apresentadas propostas de reforço dos setores de inteligência, padronização das atividades de trânsito das polícias rodoviárias e urbanas, temas ambientais e preparação da polícia para exercer atividades comunitárias.
''O que queremos é abrir os portões, quebrar os muros, fazer com a sociedade participe cada vez mais do nosso universo. A Polícia Militar precisa entender que o cidadão é nosso cliente. Nós oferecemos um serviço que é público. A sociedade é quem paga os nossos salários. Temos que oferecer um atendimento cada vez mais global e, ao mesmo tempo, particularizado'', declarou ele. O presidente do Conselho Nacional, coronel Roberto Antônio Diniz, comandante-geral da PM paulista, apresentou discussões de temas relacionados com a atualização e modernização legislativa.
Diniz está preocupado com a regulamentação do artigo 104 da Constituição Federal. Principalmente o parágrafo 7º -que trata da estruturação de setores de segurança pública e prevê a organização dos mais diferentes organismos de segurança. Vários projetos tramitam no Congresso Nacional com o intuito de regulamentação do setor.
''O que estamos propondo é que não se faça nenhuma mudança na estrutura de segurança pública sem nos consultar. Precisamos ser ouvidos. Há 19 anos temos uma Constituição Federal que não foi regulamentada no que tange a segurança. Não podemos fazer a regulamentação de qualquer forma, aprovando projetos que dificultem a atuação das polícias militares ou criem concorrência entre as instituições'', declarou o coronel.
Um dos projetos mais temerosos, segundo ele, seria o que prevê a participação das guardas municipais na segurança preventiva. ''Cada órgão tem sua competência definida e se completam entre si. A PM não pode fazer investigação, a não ser de seus pares. A Guarda tem que fiscalizar, mas não previnir. A prevenção e o planejamento cabem à Polícia Militar'', disse ele. O encontro dos comandantes das Polícias Militares termina hoje.


