Curitiba - A delegada titular de Palmeira, Valéria Padovani de Souza, responsável pela investigação sobre a morte da estudante Rafaeli Ramos, 21 anos, no último final de semana, pediu ao comando do 1º Batalhão de Ponta Grossa que todos os policiais militares que participaram da operação compareçam à delegacia para depor na próxima sexta-feira. A delegada ainda não sabe o número exato de policiais que participaram da ação.
Rafaeli morreu depois de levar um tiro na cabeça, durante a abordagem policial que buscava um carro onde estavam contrabandistas. A delegada ouviu anteontem os soldados Luiz Gustavo Landmann e Dioneti dos Santos Rodrigues, envolvidos com a morte da estudante.
Conforme a delegada, os dois afirmaram que a viatura teria sido alvejada por um veículo parecido com o carro em que Rafaeli e seu amigo Diogo Schuhli, 20 anos, que sobreviveu a abordagem, estavam. O Instituto de Criminalística analisa as marcas dos tiros na viatura policial e os projéteis encontrados no local.
Os policiais revelaram à delegada que outras equipes davam apoio à operação em São Mateus do Sul.
Dois amigos de Diogo devem comparecer, na manhã de segunda-feira, à delegacia de Palmeira para esclarecer a denúnica de que outros policiais teriam também atirado contra eles. Os jovens teriam fugido para um matagal onde ficaram escondidos.
A Justiça Militar negou o pedido de prisão feito pelo oficial que preside o Inquérito Policial Militar (IPM), que investiga a ação dos policiais na abordagem ao carro em que estava Rafaeli e Diogo. A assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública informou que os dois já permanecem em tempo integral no quartel.
A família de Rafaeli organiza uma manifestação em Porto Amazonas, 51 km ao Sul de Ponta Grossa. Após a missa de sétimo dia da morte da estudante, haverá uma passeata até a delegacia.

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