PMs matam manobrista confundido com bandido
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segunda-feira, 11 de agosto de 1997
Agência Estado São Paulo 
Dez policiais militares estão presos no 3º Distrito Policial, em Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, acusados de terem matado um manobrista e baleado outros dois. Eles teriam confundido os trabalhadores com assaltantes que procuravam, na tarde de domingo. Antônio Carlos dos Santos e Isaac Ferreira Barbosa foram baleados nas costas e levados para a Santa Casa. Antônio morreu, e Isaac está internado com bala alojada na espinha.
Ataniba Almeida, de 21 anos, recebeu tiro de raspão na coxa esquerda. Tadeu Ângelo Barbosa, de 47, estava com os colegas, mas não foi baleado. Os manobristas trabalham no Fran Park Estacionamentos, na Avenida Nove de Julho, e foram ao posto da Telesp na Rua Sete de Abril, para ligar para os pais, no Nordeste, às 18h30 de domingo.
Quando saíram, foram abordados por policiais que estavam em duas viaturas. Segundo contou Ataniba na delegacia, os PMs, após perguntarem se eles não haviam feito um assalto, mandaram que Antônio e Isaac saíssem correndo. Os dois saíram correndo e foram alvejados pelos policiais. Ataniba e Tadeu se deitaram no chão. Os policiais recolheram os feridos e os levaram para a Santa Casa, onde disseram que eles haviam sido vítimas de queda.
Ataniba e Tadeu foram colocados em outra viatura e, depois, soltos no cruzamento da rua da Consolação com Martins Fontes, no centro. A delegada Joana Darc de Oliveira, do 3º distrito, foi à Santa Casa, para verificar a morte de Antônio. Quando ela conversava com os PMs, ouvindo a versão deles, Ataniba apareceu, para ser medicado. Perguntando a Ataniba porque ele havia sido ferido, notou a ligação entre a história dele e a dos policiais. A delegada pediu prisão preventiva para os policiais envolvidos.
Foram presos os PMs Agnaldo Mariano Teixeira, Adailton Agenor dos Santos, Marco Antônio Anunciatto, Carlos Pereira Cavalcanti, Marcelo Bortoletto, e Claudemir Celestino dos Santos, José Roberto Barbosa, Jorge Rogério Campos Barcelos, Edinei Gonçalves da Silva, José Francisco Okuma. Um outro policial já se entregou também.


