Curitiba - Os dois policiais militares que entraram atirando dentro de uma pizzaria, no bairro São Lourenço, em Curitiba, foram afastados preventivamente dos cargos na manhã de ontem. Eles são acusados de imprudência e erro tático. Os dois entraram às 21h20 de sexta-feira na Império da Pizza e atiraram contra o gerente Marcos Claudino Dias de Oliveira, 29 anos, pensando que ele era assaltante. Oliveira foi ferido com um tiro no pescoço e morreu na madrugada de sábado no Hospital Universitário Evangélico (HUE). Os policiais da Ronda Ostensiva de Natureza Especial (Rone) foram avisados por clientes da pizzaria que o local estava sendo assaltado.
A irmã de Oliveira é que teria avisado aos policiais que o outro homem era o assaltante. Ele também foi baleado e morreu antes do Siate chegar. As testemunhas relataram que o assaltante se fez passar por cliente e pediu que Oliveira trocasse uma nota de R$ 100 por duas de R$ 50. Quando Oliveira abriu o caixa, ele teria anunciado o assalto. Os clientes, assustados, fugiram da pizzaria e chamaram a polícia. Oliveira, que era cunhado do proprietário e gerente há seis anos, teria entrado em luta corporal com o assaltante e já tinha conseguido tirar a arma do bandido.
O Comando da PM informou ontem que abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar a conduta dos policiais. Como estavam em serviço, eles deverão ser julgados pela Justiça Militar. Em nota oficial, a PM informou ainda que está enviando ofício ao Ministério Público (MP) estadual e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que designem um promotor e um advogado para companharem o processo. A Ouvidoria Geral do Estado também foi oficiada.
As armas dos PMs foram apreendidas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística do Paraná para perícia técnica.
O Comando do Policiamento da Capital só se manifestará após a conclusão dos autos.

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