PMs investigam disputa por terra e são feridos a tiros
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terça-feira, 27 de julho de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Uma disputa por terras em Fernandes Pinheiro, município que fica 145 quilômetros ao norte de União da Vitória, deixou dois policiais militares feridos. Os sargentos Tadeu Fornazari e Maurício Kosa, que trabalham no Grupo Águia (grupamento de elite que atua principalmente em casos envolvendo roubo de cargas no interior do Paraná), foram baleados em frente à Fazenda Bom Jesus, em Bituna das Campinas, distrito de Fernandes Pinheiro.
Os PMs, que trabalhavam à paisana por fazerem parte de um grupo pertencente ao serviço reservado (P2), teriam ido até o local para fazer um levantamento da área e confirmar a contratação de pistoleiros para fazer a segurança da fazenda. ''Eles acabaram indo fazer esse levantamento por iniciativa própria. Há muito tempo o Grupo Águia estava investigando os proprietários da fazenda'', explicou o capitão Heraldo Régis da Silva, comandante do Grupo Águia.
A fazenda, com 325 alqueires e cultivo de várias culturas, era de propriedade de João Malanski. De acordo com as investigações da PM, ele teria vendido as terras há quatro anos para os agricultores João Antônio Gronenberger Pires e Armando Lirane. Mas os dois proprietários teriam descoberto que eram donos da mesma fazenda. Pires não teria aceitado discutir amigavelmente a questão e teria contratado seguranças para evitar que Lirane tomasse a área, já arrendada para outras duas pessoas.
''Toda a situação na região é muito tensa. Os dois têm papel provando que compraram as terras. A situação está na Justiça, mas os conflitos são constantes'', declarou o capitão. Lirane teria pedido proteção policial porque estaria sendo ameaçado de morte. Ele mesmo teria emprestado o carro particular para que os policiais militares fossem confirmar as denúncias. ''O que conseguimos confirmar até agora é que os seguranças não sabiam que se tratavam de dois policiais. Como o carro era conhecido, eles devem ter resolvido atirar para intimidar. As testemunhas do crime confirmaram que se tratavam de pistoleiros contratados para vigir a área'', concluiu.
Os sargentos foram atingidos assim que desceram do carro para vistoriar a área. Eles teriam revidado e mesmo feridos foram até o hospital.


