PMs e bombeiros protestam por reajuste
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de janeiro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em resposta à tentativa do subcomandante-geral da Polícia Militar do Paraná (PM-PR), coronel Cezar Alberto Souza, de acalmar os ânimos da categoria, anunciando em entrevista na quinta-feira, a promessa de corrigir os salários, além de implementar a Emenda 29, os policiais militares, bombeiros realizam hoje, a partir das 9h, na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, um protesto com a distribuição de um manifesto feito pelo Fórum das Entidades Representativas dos Policiais Militares e Bombeiros - formado por sete entidades de classe do Estado. Segundo com o órgão, policiais civis descontentes com a não publicação do novo Estatuto da Polícia Civil também vão participar do ato.
Com o título ''A polícia pode parar'', o folder explica que o subsídio é um direito constitucional e informa sobre o trabalho realizado em busca da implementação da Emenda 29, que deveria ter ocorrido até abril de 2010, ainda no governo de Orlando Pessuti. ''Uma possível paralisação da segurança pública pode ser evitada pelo governo. Basta que cumpra a Constituição do Estado'', reforça o texto.
Os policiais e bombeiros militares, e também seus familiares e amigos, vestirão camisetas de cor azul, a maioria delas fazendo menção ao subsídio.
O comunicado também é taxativo ao fixar o prazo do dia 13 de fevereiro para que o governo envie o projeto de reajuste das classes policiais para a Assembleia Legislativa, caso contrário os profissionais prometem paralisar as atividades por tempo indeterminado. ''A não obtenção de um acordo com o governo, poderá gerar consequências indesejáveis para toda a sociedade, conforme exmeplos do Rio de Janeiro e Ceará'', alerta o comunicado do fórum.
''Faz treze anos que não temos reajuste salarial. Esperamos um ano pela apresentação da proposta e a revolta de alguns profissionais ocorreu porque não foi apresentada nenhuma reposição às perdas. Isto é inaceitável'', destacou o subtenente Sergio Lantmann, assistente jurídico da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (Amai). ''Nenhuma das associações concorda com os protestos via frequência de rádio. Mas entendemos a revolta dos policiais. Por isso queremos chamar a atenção da população sobre nossas reivindicações'', completou.


