PMs devem alegar acidente em morte de sequestrador
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quarta-feira, 14 de junho de 2000
Agência Estado Rio de Janeiro 
A Polícia Civil do Rio de Janeiro acredita que os policiais militares acusados de matar por asfixia o sequestrador Sandro do Nascimento, na segunda-feira, sustentarão hoje a versão de morte acidental. A hipótese é baseada no primeiro depoimento do capitão Ricardo de Souza, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. O capitão, chefe da equipe que levou o criminoso no carro do Bope, afirma que Nascimento estava transtornado e precisou ser imobilizado.
O capitão Souza e os três soldados que estão presos no quartel do Bope, serão ouvidos hoje pelo Ministério Público do Estado, e pela delegada que preside inquérito sobre o sequestro que acabou com a morte da refém Geisa Firmo Gonçalves, usada como escudo por Nascimento. Os policiais podem ser indiciados por homicídio doloso.
O Ministério Público também vai ouvir os médicos do hospital para onde o sequestrador foi levado. A intenção é apurar se os PMs tentaram pressionar os médicos para encobrir a morte de Nascimento.
Moradores da Favela da Rocinha farão domingo um culto ecumênico na Rua Jardim Botânico, onde ocorreu o sequestro do ônibus. Está programada uma limpeza simbólica do local do crime, com incenso e flores. O corpo da professora foi sepultado ontem em Fortaleza.


