PMs defendem política nacional de segurança pública e mais poder para os policiais
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quinta-feira, 08 de abril de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 09 (AE) - Adoção de uma política nacional de segurança pública, mais recursos e ampliação do poder do policial militar. Em linhas gerais, estes são os principais pontos defendidos na Carta de Curitiba, pelos comandantes-gerais das Polícias Militares de todo País, reunidos no 19º encontro nacional da categoria na capital paranaense. A reunião terminou hoje.
Eles também se propuseram a intensificar o trabalho integrado entre as diversas regiões para combater o crime organizado. Na carta, os comandantes posicionam-se contrários à unificação das polícias, preferindo que os trabalhos sejam realizados de forma integrada não apenas entre as polícias, mas envolvendo também a Defensoria, o Ministério Público e o Poder Judiciário.
O presidente do Conselho de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros, Luiz Fernando de Lara, disse que as unidades policiais de fronteira precisam ter mais independência para fechá-las quando for necessário. "O crime acontece em um Estado, as quadrilhas migram para outro
pois têm poder rápido de deslocamento e até que a Polícia Militar do outro Estado tome conhecimento, eles já ultrapassaram aquele Estado", disse Lara. "Com o fechamento das fronteiras evitaremos que isso aconteça". Recursos - Também no interesse de deter o crime organizado, os comandantes decidiram intensificar as ações regionais integradas "sem respeitar limites de ordem legal e geográfica". A proposta da criação de um Fundo Nacional de Segurança Pública, que garantiria equipamentos modernos para a polícia, voltou a ser defendida.
Segundo os participantes do encontro, em qualquer pesquisa a segurança pública fica entre as três principais aspirações do brasileiro. "Essa realidade exige que, de forma correspondente, haja investimentos que permitam valorizar o policial militar e o bombeiro militar, possibilitando-lhes melhor responder à crescente e já excessiva demanda por serviços de segurança pública", diz a carta.


