Curitiba - O Comando do 13º Batalhão da Polícia Militar abriu ontem inquérito para investigar as circunstâncias da morte do carregador Felipe Osvaldo da Guarda dos Santos, 19 anos. O jovem foi morto por uma equipe das Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam), no bairro Umbará, em Curitiba, na madrugada de domingo.
A PM informou que os quatro policiais envolvidos já foram afastados do trabalho nas ruas e estão cumprindo apenas serviços administrativos. O inquérito deve ser concluído dentro de 40 dias. A PM apontou que um ofício foi enviado para o Ministério Público, para que um promotor acompanhe as investigações.
De acordo com a polícia, um revólver calibre 38 com numeração raspada foi encontrado com Santos. A PM informou que a equipe da Rotam abordou o carregador porque o rapaz dirigia um Gol que constava como roubado. Na versão da polícia, Santos teria atirado na direção dos PMs. Na suposta troca de tiros, o rapaz foi baleado várias vezes. A PM informou ainda que Santos tinha passagens por roubo e homicídio.
Familiares e amigos do jovem contam história diferente. Eles apontam que o carregador estava sendo ameaçado por policiais do 13º Batalhão. Além disso, os PMs teriam jogado a arma dentro do Gol para dizer que teria ocorrido uma troca de tiros. Por fim, a família informou que o veículo que Santos dirigia era da mãe do rapaz e não tinha registro de roubo.
É a segunda suspeita de execução por policiais militares em Curitiba em menos de duas semanas. No final de semana do Carnaval, o pedreiro Edson Elias dos Santos, 28 anos, foi morto a tiros por PMs no Centro da capital. Os policiais afirmaram que Elias tentou fugir ao ser abordado e teria atirado primeiro. A família argumenta que o pedreiro teria sido executado pelos PMs.

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