PMs da operação em Sorocaba terão atendimento psicológico
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sexta-feira, 08 de março de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Os policiais militares envolvidos no tiroteio ocorrido terça-feira com integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), em na Castelinho, próximo a Sorocaba, irão passar pelo Proar (Programa de Acompanhamento de Policiais Envolvidos em Ocorrências de Alto Risco), onde terão acompanhamento psicológico. No programa, o PM fica longe do policiamento de rua por um período de seis meses.
A decisão foi tomada anteontem, em reunião com o comando da PM e integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em São Paulo. O objetivo da Ordem era cobrar informações da PM sobre a operação, que resultou em 12 criminosos mortos.
Segundo o advogado Ariel de Castro Alves, que participou da reunião, a PM permitiu que um integrante da comissão acompanhe as investigações feitas pela Corregedoria da Polícia Militar.
Após escuta telefônica, a PM descobriu que o grupo iria assaltar um avião pagador no aeroporto de Sorocaba (100 km de SP). Cerca de cem policiais fizeram um cerco, pela manhã de terça no km 12,5 da Castelinho.
Após passar pelo pedágio, o comboio - formado por um ônibus e três carros - foi surpreendido pela PM. Houve troca de tiros e 12 integrantes do PCC morreram. Um deles fugiu e foi recapturado.


