O efetivo inteiro do PPC (Posto de Policiamento Comunitário) da favela do Jacarezinho, no Jacaré (zona norte do Rio), de 13 policiais militares, foi preso sob a suspeita de ter montado no local um entreposto de venda de drogas. A partir de denúncia anônima, agentes do Serviço Reservado da PM prenderam na sexta passada os policiais - três soldados, seis cabos e quatro sargentos, após apreender no PPC três pistolas de uso proibido pela corporação, farta munição e mais de 60 g de maconha e cocaína, sendo parte já pronta para o consumo.
O material apreendido - inclusive bacia, peneira, sacos plásticos e de papel, normalmente usados para a venda e embalagem de drogas - foi encontrado espalhado por mesas e dentro de gavetas e de armários trancados por cadeados.
No local, foram apreendidos também dois rádios portáteis e mais de 60 g de um pó branco e de erva seca prensada - material utilizado para misturar com a droga verdadeira, para aumentar o volume de venda. Embora o secretário de Estado de Segurança, general José Siqueira Silva, tenha evitado fazer acusações aos PMs -‘‘Eu não acho nada, tem que mandar apurar’’-, os agentes do Serviço Reservado suspeitam que o PPC era usado para a revenda de drogas apreendidas com traficantes da favela. Foi instaurado IPM (Inquérito Policial Militar) para, em 30 dias, levantar se houve o envolvimento de todos os PMs ou parte do destacamento do PPC com o material ilegal apreendido.
Siqueira afirmou que também seria apurado se houve responsabilidade do comandante do 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar), no qual estão lotados os acusados, coronel Marcos Paes.

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