PMs acusados de matar jogador foram soltos
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terça-feira, 12 de setembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Por decisão liminar do Tribunal de Justiça, foram soltos no final da tarde de ontem os policiais militares Rangel Barbosa da Cunha e Edney Ronaldo Gomes, que estavam presos desde o dia 9 de maio na sede do 5º Batalhão da Polícia Militar em Londrina. Os dois respondem a processo na Justiça Comum pelo homicídio do jogador de futebol Raphael Bezerra da Silva, 20 anos, e por fraude processual. O jogador foi baleado em 15 de novembro de 2004 pelos policiais e faleceu 41 dias depois.
O ''habeas corpus'' proposto pelos advogados Walter Bittar e Rodrigo Mendes Antunes inicialmente beneficiaria apenas Cunha mas o desembargador Jesus Sarrão estendeu a decisão também em favor de Gomes. Os advogados argumentaram, entre outras coisas, que o Ministério Público, após a oitiva das testemunhas supostamente ameaçadas pelos acusados, não renovou o pedido de prisão preventiva e que o prazo de 90 dias para conclusão da instrução criminal havia sido ultrapassado.
Raphael foi baleado em 15 de novembro de 2004 dentro de uma casa localizada no Conjunto Ernani Moura Lima (Zona Leste). Supostamente, os dois policiais que ocupavam uma viatura da Rone o teriam confundido com um assaltante que horas antes havia roubado um veículo no centro da cidade. O jogador foi atingido por diversos tiros, foi socorrido com vida até o Hospital Universitário mas faleceu 41 dias depois.
Outros dois PMs - Sérgio Fontanetti e André Luiz de Almeida Figueiredo - que também participaram da ação mas teriam permanecido na viatura respondem apenas por fraude processual. Conforme argumentos do Ministério Público, os quatro teriam adulterado a cena do crime, inserindo um revólver calibre 38 que supostamente teria sido usado por Raphael como reação à ação policial.


