O Tribunal do Júri deu início, nesta terça-feira (26), ao julgamento dos policiais militares Edney Ronaldo Gomes e Rangel Barbosa da Cunha, acusados pela morte de Raphael Bezerra da Silva em 2004. A vítima, que na época tinha 20 anos, era filho do ex-jogador Zequinha, que atuou no Londrina entre os anos 80 e 90. O rapaz estava com amigos em uma casa na rua Odila Alves Pedra, no conjunto Ernani Moura Lima (zona leste) quando foi atingido por diversos tiros.

Julgamento ocorre no Tribunal do Júri, no Fórum Criminal, na avenida Tiradentes
Julgamento ocorre no Tribunal do Júri, no Fórum Criminal, na avenida Tiradentes | Foto: Gustavo Carneiro/Grupo FOLHA

Segundo a denúncia do Ministério Público, os PMs foram até o endereço porque procuravam os pertences de uma pessoa que havia sido assaltada na região central. O carro dela foi localizado com um jovem, que assegurou que os outros objetos estavam na residência onde Raphael estava com os colegas. Ele chegou a ser encaminhado para o Hospital Universitário, mas morreu 40 dias após ser internado.

Os policiais não foram presos e respondem desde então ao processo de homicídio duplamente qualificado em liberdade. Os agentes sempre negaram qualquer abuso de autoridade. Já a família de Raphael descartou participação do jovem no roubo do veículo. Um outro PM também suspeito de envolvimento nesse mesmo caso acabou absolvido.

O júri começou pouco depois das 9h30 e até o fechamento desta edição ainda não havia terminado. De acordo com o pessoas que acompanhavam o julgamento, as defesa dos policiais deram início à sustentação oral por volta das 19 horas. A entrada da imprensa no tribunal não foi permitida.

O júri popular atraiu a atenção de curiosos que chegavam ao Tribunal do Júri até por volta das 20 horas. Durante a manhã desta terça-feira, parentes de pessoas supostamente mortas em confrontos com a Polícia Militar estiveram na frente do Fórum Criminal, na avenida Tiradentes, para protestar.

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