PMs acusados de matar filho de ex-jogador do LEC vão a júri popular
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terça-feira, 26 de novembro de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
O Tribunal do Júri deu início, nesta terça-feira (26), ao julgamento dos policiais militares Edney Ronaldo Gomes e Rangel Barbosa da Cunha, acusados pela morte de Raphael Bezerra da Silva em 2004. A vítima, que na época tinha 20 anos, era filho do ex-jogador Zequinha, que atuou no Londrina entre os anos 80 e 90. O rapaz estava com amigos em uma casa na rua Odila Alves Pedra, no conjunto Ernani Moura Lima (zona leste) quando foi atingido por diversos tiros.

Segundo a denúncia do Ministério Público, os PMs foram até o endereço porque procuravam os pertences de uma pessoa que havia sido assaltada na região central. O carro dela foi localizado com um jovem, que assegurou que os outros objetos estavam na residência onde Raphael estava com os colegas. Ele chegou a ser encaminhado para o Hospital Universitário, mas morreu 40 dias após ser internado.
Os policiais não foram presos e respondem desde então ao processo de homicídio duplamente qualificado em liberdade. Os agentes sempre negaram qualquer abuso de autoridade. Já a família de Raphael descartou participação do jovem no roubo do veículo. Um outro PM também suspeito de envolvimento nesse mesmo caso acabou absolvido.
O júri começou pouco depois das 9h30 e até o fechamento desta edição ainda não havia terminado. De acordo com o pessoas que acompanhavam o julgamento, as defesa dos policiais deram início à sustentação oral por volta das 19 horas. A entrada da imprensa no tribunal não foi permitida.
O júri popular atraiu a atenção de curiosos que chegavam ao Tribunal do Júri até por volta das 20 horas. Durante a manhã desta terça-feira, parentes de pessoas supostamente mortas em confrontos com a Polícia Militar estiveram na frente do Fórum Criminal, na avenida Tiradentes, para protestar.


