Brasília, 22 (AE) - O PMDB foi o mais beneficiado com as trocas de partidos feitas por 47 deputados desde o dia 1º de fevereiro - quando teve início a nova legislatura, com a posse dos eleitos - até ontem (21). O partido elegeu 83 deputados e ganhou outros 15 no processo de mudanças, ficando com 98. Com isso, o PMDB passa a ser a segunda bancada da Câmara, posição antes ocupada pelo PSDB, que perdeu sete deputados e agora está com 95. A maior bancada continua sendo a do PFL, agora com 110 deputados.
As demais bancadas ficaram assim: PT, com 59 deputados; PPB, com 55; PTB, 25; PDT, 24; bloco PSB-PcdoB, 23; bloco PL-PST-PMN-PSD-PSL, 18; PPS, 3; PV, 1; Prona, 1; e PTN, 1. O PFL foi o segundo partido mais beneficiado pelas trocas: ganhou oito novos deputados. No Senado, houve duas trocas de partido. Pelo regimento, o PMDB terá direito à presidência de três das 16 comissões temáticas da Câmara, o mesmo acontecendo com PFL, PSDB
PT e PPB. Mas um acordo de lideranças previa que o número de comissões seria definido pelo total de deputados que cada partido tivesse até o dia 2 de fevereiro, dia seguinte ao da posse dos eleitos. Pelo acordo, o bloco PL-PST-PMN-PSD-PSL, por exemplo, teria direito a uma comissão. Com as mudanças ocorridas até ontem (21) à noite, porém, não teria direito a nenhuma.
Hoje, início oficial dos trabalhos do Congresso, os parlamentares terão que decidir se a distribuição das presidências das comissões será feita nos termos do acordo ou do regimento interno. Também na Câmara, reabrirá hoje os seus trabalhos a comissão especial que analisa a proposta de emenda que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e aumenta sua alíquota de 0,20% para 0,38%. Os governistas consideram a aprovação dessa proposta um dos pontos fundamentais para o sucesso do ajuste fiscal.

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