PMDB e PFL adiam tomada de posição sobre reforma política
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segunda-feira, 22 de março de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 23 (AE) - O PMDB e o PFL decidiram adiar a posição que adotarão sobre cada um dos pontos da reforma política. O PMDB transferiu para depois da Semana Santa a discussão sobre o tema. Até lá, o partido realizará debates internos para analisar os efeitos práticos das medidas que estão sendo propostas pela reforma. O senador José Fogaça (PMDB-RS) justificou a medida, argumentando que "é impossível simplificar e decidir sobre uma questão tão complexa".
Em princípio, o partido deve rejeitar a proposta de incluir nas próximas eleições o financiamento público de campanha. Para o senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), "seria improdutivo adotar um mecanismo, sem a garantia de que ele vai realmente alcançar a meta a que se propõe". É também essa a posição do senador Ramez Tebet (PMDB-MS). "Seria uma boa medida
desde que bem aplicada", constatou.
A bancada do PFL ficou de reunir-se novamente para reexaminar o assunto. Já é certo, porém, que as maiores divergências na questão estão na adoção do financiamento público de campanha e do voto distrital misto, este último rejeitado pelo líder do partido no Senado, Hugo Napoleão (PFL-PI). Para ele, será difícil dividir os Estados em distritos, "sem que todos tentem aumentar a brasa para sua sardinha". O partido mais empenhado na reforma, o PSDB, fará amanhã (24) a reunião. O líder, senador Sérgio Machado (CE), continua otimista de que conseguirá colocar o assunto na pauta da próxima semana. A dificuldade, porém, além da indecisão das maiores bancadas, é que o feriado do dia 2 deve esvaziar o Congresso antes.


