PM vai garantir escolta para carros-fortes
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005
Equipe da Folha 
Curitiba Uma liminar expedida pela 14 Vara do Trabalho de Curitiba determina que a Secretaria da Segurança Pública disponibilize, até o fim da greve dos vigilantes que trabalham nas empresas de transporte de valor, policiais para que façam a escolta armada de cinco carros-fortes de cada uma das três empresas que fizeram o pedido judicial (Proforte, Transbank e TGV).
Além disso, a juíza Rosiris Rodrigues Amado Ribeiro determinou que uma viatura fique parada em frente de cada uma das sedes das empresas para acabar com o piquete. As informações são da Agência Estadual de Notícias.
Para discutir sobre isso, o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, se reuniu na tarde de ontem com os representantes das empresas e funcionários do setor de transporte de valores. ''Foi uma reunião para evitar transtornos e confusões futuras'', disse o secretário.
Ficou definido na reunião, segundo a Agência de Notícias, que hoje cinco carros-fortes de cada empresa farão o transporte de valores com acompanhamento da Polícia Militar. Para isso, a Secretaria da Segurança disponibilizará vinte viaturas. Outras ainda serão colocadas para fazer a escolta, caso saia nova decisão judicial beneficiando outras duas empresas. ''Nós queremos que o transporte seja realizado com tranquilidade, sem que haja nenhuma depredação e nenhuma perturbação da ordem. Agora precisamos que os grevistas cumpram a promessa de não causar nenhum transtorno'', disse Delazari.
Ao final da reunião, o representante do Sindicato dos Vigilantes, João Soares, entregou uma proposta ao presidente do sindicato patronal, Gerson Benedito Pires. O Sindicato dos Vigilantes quer aumento salarial de 5,86%, através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), aditivo de risco de vida de 30% (hoje é 20%), fim da compensação de horas e vale-alimentação de R$ 12,00 (atualmente eles recebem R$ 10,00). As duas entidades combinaram que haverá outra reunião hoje, às 14 horas, no auditório do sindicato patronal.


