Brasília, 16 (AE) - A Polícia Militar do Distrito Federal adotou o uso de detectores de metais em todos as escolas públicas de Brasília e cidades-satélites para evitar que alunos entrem armados nas salas de aula. A revista será feita nas 423 escolas do DF. Ela foi intensificada esta semana depois que um adolescente de 15 anos exibiu um revólver para uma equipe de TV. Outro menor foi preso, também com arma, nas imediações de escolas da cidade-satélite de Ceilândia.
A operação Escola Livre vem sendo feita por 100 homens do Batalhão Escolar da PM do Distrito Federal. Hoje os policiais revistaram os alunos na cidade-satélite Guará II e do Setor Leste, na Asa Sul de Brasília. Segundo o comandante do Batalhão Escolar, tenente-coronel Ismael Silva Aguiar, foram apreendidas ano passado 20 armas dentro ou nas proximidades das escolas.
Até hoje cerca de 50 escolas haviam sido visitadas pelos policiais, mas nenhuma arma foi encontrada. O coronel lembra que a vistoria na porta das escolas é feita somente com a permissão dos diretores. "Só atuamos após a direção da escola assinar um termo".
O coronel Silva Aguiar disse que a operação Escola Livre tem caráter perventivo e não repressivo. As revistas são feitas a cada início de turno - às 7h15, às 13h15 ou às 19h - e são previamente combinadas com a direção das escolas. Segundo o coronel, a operação Escola Livre será intensificada até o dia 25. Depois desta data, a PM continuará utilizando os detectores toda vez que receber denúncia sobre o uso de armas nas imediações das escolas.
Alunos aprovam - Entre os alunos, a medida é bem aceita. "A revista deveria ser feita todos os dias", disse Rayna Veríssimo de Lima, de 13 anos, estudante da 8ª série da Escola Caseb, localizada na Asa Sul de Brasília. "É uma decisão louvável", avaliou a colega de Rayna, Bianca de Oliveira. Para a estudante, além da revista com detector de metais, a Polícia Militar também deveria intensificar nas escolas palestras sobre o uso de armas e os malefícios das drogas.
A exemplo da colega, Bianca entende que a operação Escola Livre não deveria limitar-se a um determinado período do ano letivo. Jefferson Braga, de 16 anos, também aprova a idéia. Mas ele acha que só a fiscalização não resolve. "Tem que haver um controle mais rígido sobre a venda de armas", sugere Jefferson. A mesma opinião tem Augusto Pereira de Andrade, de 15 anos. "Hoje é muito fácil comprar uma arma", reconhece o adolescente.

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