Curitiba - Diferentes situações de perigo foram simuladas ontem pela manhã em Curitiba como parte de um treinamento da Polícia Militar (PM) visando a segurança na Copa do Mundo. O "Simulado de Ocorrências de Crises em Grandes Eventos" aconteceu nas imediações na Pedreira Paulo Leminski, que sediará a Fun Fest, e na Ópera de Arame, pontos turísticos localizados no bairro São Lourenço.
Quatro diferentes exercícios foram programados e toda a operação demorou aproximadamente duas horas. Participaram cerca de 120 policiais da unidade de elite do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O objetivo do exercício também foi demonstrar à imprensa o preparo da PM paranaense para agir em situações de crise e alto risco, como tomada de reféns, rebeliões, protestos violentos, assaltos a bancos e outras situações que podem representar risco à população e a turistas durante a Copa do Mundo.
A primeira situação envolveu policiais da Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais (Rone), que pertence ao Bope. Na simulação, a equipe realizou o resgate de um PM ferido por manifestantes na rua em frente à pedreira. Os policiais armaram um esquema tático para chegar até a vítima e trazê-la em segurança até a assistência pré-hospitalar.
Na segunda ocorrência, agentes do Esquadrão Antibombas e da Companhia de Operações com Cães identificaram um objeto suspeito abandonado em via público e o desarmaram utilizando um robô controlado remotamente. A terceira situação aconteceu na Ópera de Arame. Três suspeitos chegaram ao local para roubar o dinheiro da bilheteria do teatro, mas como não conseguiram, invadiram o auditório, fazendo quatro reféns. A missão do Comando de Operações Especiais (COE) e da Equipe de Negociação do Bope, foi a libertação dos reféns após a rendição dos bandidos.
Por fim, a Polícia Militar mostrou à imprensa táticas de contenção de uma manifestação violenta, reproduzindo um protesto com a participação dos conhecidos black blocs. A Companhia de Choque e a Companhia de Operações com Cães contiveram os manifestantes que se alvoraçaram na entrada da Pedreira Paulo Leminski, "atirando" objetos contra os policiais. Os black blocs foram contidos com armas não letais. Interessante observar que os "atores" que representavam os bandidos eram policiais militares disfarçados de sequestradores e black blocs.
Para o subcomandante geral da PM, coronel Péricles de Matos, a simulação foi uma síntese das várias faces da sociedade contemporânea e mostrou as táticas que a polícia pode usar para solucionar situações de alto risco. Ele informou que a área de operações especiais conta com 380 homens e mulheres trabalhando na capital paranaense e que se for necessário, policiais do interior também poderão ser chamados para atuar em Curitiba.
O responsável local pela Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para Grandes Eventos (Coesge-PR), o delegado da Polícia Federal Flúvio Cardinelle Oliveira Garcia, acompanhou a simulação e contou que esse trabalho de segurança é padronizado e acontece em todas as cidades-sede da Copa do Mundo.

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