PM retira mais 200 invasores de hotel no centro de São Paulo
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sexta-feira, 01 de agosto de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Usando gás lacrimogêneo e balas de borracha, a Polícia Militar retirou ontem, em operação que durou apenas uma hora, os cerca de 200 invasores que permaneciam no antigo hotel Terminus, na avenida Ipiranga, centro de São Paulo. Cinco pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, segundo invasores, foram atendidas na Santa Casa por escoriações e liberadas. Terminada a ação, famílias atravessaram a rua e instalaram-se na Praça da República, que fica na frente do edifício. Pelo menos cem pessoas estavam no local no início da tarde de ontem.
O prédio foi invadido no dia 21, durante série de ocupações organizada pelo Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC). Dos quatro prédios invadidos, dois permanecem ocupados. Não havia notícia de pedido de reintegração de posse do primeiro até a conclusão desta edição. O pedido relacionado ao segundo edifício foi negado pela Justiça nesta semana.
A ação da PM começou a ser preparada às 4h30. A avenida foi interditada. Cerca de 200 policiais teriam participado da reintegração de posse, segundo um oficial. A PM não informou o número. Segundo o departamento de Comunicação Social da corporação, os sem-teto resistiram à ordem bloqueando a entrada do edifício com entulho e atirando pedaços de madeira. Também teriam colocado fogo em locais isolados da cobertura do prédio. A PM negou que tenham ocorrido abusos durante a ação.
Recife - Um grupo formado por 68 famílias de sem-teto (cerca de 250 pessoas) invadiu ontem uma escola desativada, no bairro de Cidade Tabajara, que era administrada pela Prefeitura de Olinda (região metropolitana de Recife). Os invasores permaneceram no local por cerca de seis horas e depois retornaram ao terreno de onde haviam saído, localizado no mesmo bairro.
Os sem-teto haviam saído do local uma área particular porque tinham informações de que tramitava na Justiça uma ação de reintegração de posse. A Prefeitura de Olinda se comprometeu a tentar encontrar uma solução para o problema enquanto não se encerrar o impasse. O líder estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Marcos Cosmo da Silva, 38 anos, disse que o grupo não faz parte da entidade que coordena.


