Porto Alegre - O tenente-coronel Rodolfo Pacheco, 41, principal negociador no caso do sequestro de um microônibus no centro de Porto Alegre, na sexta e no sábado passados, disse ontem que o momento mais tenso ocorreu quando foi descoberta a verdadeira identidade do sequestrador que se identificou inicialmente como Paulo e estava com um gorro.
O sequestrador João Sérgio dos Santos Pereira, 27, se rendeu ao meio-dia de sábado depois de manter nove pessoas como reféns por 27 horas. Ele chegou a exigir R$ 500 mil e um helicóptero para a fuga.
Para o tenente-coronel Pacheco, do Batalhão de Operações Especiais, o sequestro do microônibus foi o caso mais complicado que enfrentou. ‘‘Demorou para começar a evoluir, cerca de 18 horas’’, lembra.
Quando descoberto, Pereira teria ficado extremamente nervoso, mas depois foi se acalmando e a vinda dos familiares contribuiu de forma decisiva para a rendição.
Pacheco disse também que os uso de celulares pode ajudar e atrapalhar em casos como esse. ‘‘Acaba dificultando nesse tipo de negociação porque o sequestrador pode manter contatos com outras pessoas.’’
O sequestrador permanece internado no Instituto Psiquiátrico Forense, para onde foi transferido depois de ter uma crise emocional na cela do Departamento Estadual de Investigações Criminais.

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