São Paulo, 07 (AE) - O policiamento no 1º Tribunal do Júri, no complexo judiciário da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, será reforçado no período noturno. A medida foi anunciada hoje, após reunião entre o presidente do Tribunal de Justiça, Márcio Martins Bonilha, e o procurador-geral da Justiça no Estado, Luiz Antônio Guimarães Marrey. Ao final do encontro, Marrey disse "ter confiança" de que na próxima semana estarão solucionados os problemas que comprometem o funcionamento do local. Ontem, alegando "absoluta ausência de condições mínimas de segurança para desenvolvimento dos trabalhos", os promotores decidiram não ingressar em plenário para a realização de júris.
Segundo os promotores, as instalações destinadas ao Ministério Público não dispõem de sistema de segurança, principalmente após as 19 horas, quando o prédio fica praticamente às escuras. Ficou acertado que após as 19 horas o policiamento será mais ostensivo, com mobilização de viaturas. Na reunião, o coronel Roberto Lemes da Silva, do Gabinete Militar do TJ revelou que após a mudança do 1º Tribunal do Júri da Vila Mariana para o complexo da Barra Funda, o esquema de segurança foi reforçado com mais 28 policiais. Diariamente, a partir das 9 horas, é mobilizado efetivo de 223 homens e mulheres - 188 policiais militares e 35 agentes judiciários. Em casos excepcionais é requisitado reforce ao Comando de Operações Especiais (COE).
Segundo o coronel, o esquema de segurança, que começou ser planejado em fevereiro do ano passado, tem apresentado resultados satisfatórios. Quanto aos problemas de instalação e de ordem material apontados pelos promotores, o presidente do TJ prometeu soluções. Os promotores queixam-se até das cadeiras destinadas aos jurados: defeituosas a ponto de "expor intimidades da mulher que ocupar assento no conselho", assinalam.

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