PM reduz ingressos no clássico da Série A-2 temendo violência
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quinta-feira, 01 de julho de 1999
Por Daniel Biasetto 
São Paulo, 02 (AE) O Comando da Polícia Militar de Jundiaí se reuniu no meio da semana com a diretoria do Etti e decidiu reduzir o número de ingressos para a partida entre o time local e a Ponte Preta neste domingo, no Estádio Jaime Cyntra, pelo quandragular final da Série A-2, face os problemas ocorridos no último confronto entre as equipes.
Segundo o comandante da 1ª Cia do 11º B.P.M/I, de Jundiaí, o capitão Aloísio de Queiróz Júnior, o estádio já foi vistoriado e os ingressos foram reduzidos de 15.000 para 14.000 com a intenção de facilitar o trabalho do policiamento no dia do jogo. "Fizemos uma reunião com a diretoria do Etti e eles aceitaram diminuir 1.000 ingressos para esta partida", afirmou.
Para o capitão Aloísio, a violência das torcidas é uma constante nos jogos entre Etti e Ponte e a possibilidade de acontecer incidentes graves preocupa as autoridades. Além da diminuição do número de ingressos, o comando da Polícia Militar fará a escolta da torcida visitante, a retirada de ambulantes não credenciados e intensa fiscalização da venda de bebidas alcoólicas num raio de 200 metros do estádio.
PREJUÍZO Na última partida entre os rivais, o estádio Jaime Cintra foi danificado por torcedores da Ponte Preta que quebraram os vasos sanitários e arremessaram os pedaços contra a torcida do Etti Jundiaí. Segundo o diretor geral do clube, Marcos Bagatella, o prejuízo com a depredação do banheiro ficou em R$ 3 mil. "Já reconstruímos os banheiros masculino, feminino e para deficientes e esperamos que isso não volte a acontecer, pois essa molecagem tem que acabar", afirma.
OUTRO LADO A Torcida Jovem da Ponte Preta parece não se preocupar com os acontecimentos do jogo passado e pretende levar até 70 ônibus para o estádio Jaime Cyntra no domingo. De acordo com o presidente da torcida, Kiko Albuquerque, uma caravana de 10 ônibus e 450 ingressos estarão à disposição dos torcedores gratuitamente. Albuquerque teve uma reunião com o Coronel do C.P.A/I-2, Elzo Lourenço Nagali, que garantiu escolta à torcida até o pedágio de Valinhos, de lá em diante a responsabilidade fica por conta do policiamento jundiaiense.
O presidente da torcida alega que as acusações feitas de que a torcida da Ponte começou o tumulto na última partida são falsas. Para ele, a torcida se revoltou quando o ônibus da delegação pontepretana foi atingido por pedras na entrada da cidade. "Uma tijolada acertou o ombro do zagueiro Fábio Luciano e ninguém falou nada", afirma. Segundo Albuquerque, a segurança do policiamento de Jundiaí foi falha e permitiu o confronto entre as torcidas. "No papel fica tudo lindo, mas na prática nada funciona", analisa.
PUNIÇÃO O líder da torcida afirma que tentou identificar os depredadores do banheiro do Etti, mas não conseguiu por causa da quantidade de pessoas que estavam no estádio. A acusação de que um torcedor da Ponte Preta tenha agredido um policial militar com uma pedra não é verídica para Albuquerque. "Ele caiu com a moto e para justificar o erro acusou o torcedor da Ponte", garante.


