O policial militar que atirou contra um policial civil na noite de terça-feira (16) em Cornélio Procópio (norte pioneiro do Paraná) foi preso administrativamente e afastado das funções.

Ele segue detido na sede do 18.º Batalhão da Polícia Militar (PM) e deve passar por uma avaliação psicológica em Curitiba ainda nesta semana. "Nós já instauramos um auto de flagrante delito, ouvimos testemunhas e encaminhamos tudo para a Corregedoria da Polícia Militar, que vai ficar responsável por avaliar o que aconteceu", contou o comandante do 18.º BPM, tenente-coronel Geraldo Moliani.

A pena do policial será arbitrada pela Justiça Militar. "O veredicto deve sair em 48 horas", disse. O tenente-coronel disse também que o acusado já foi ouvido.

"Ele nega que atirou de propósito contra o policial civil. O oficial esperava de tocaia por criminosos que iriam jogar droga dentro do presídio. O batalhão havia recebido uma denúncia. Quando viu os policiais civis armados descendo de um carro descaracterizado, ele se confundiu. A gente considera que não houve o crime doloso. Cabe à Justiça, agora, julgar se existiu culpa ou excesso por parte do policial", destacou.

O policial civil foi baleado quatro vezes: três delas nas nádegas e uma na região cervical. Ele foi atendido por socorristas do Siate na noite de terça e encaminhado para a Santa Casa de Cornélio Procópio, onde permanece internado.

"Recemos a informação do hospital de que um dos projéteis chegou a perfurar o reto do policial. Ele já fez exames e deve passar por uma cirurgia para evitar possível contaminação", concluiu o tenente-coronel.

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