São Paulo - A Polícia Militar sabia há mais de uma semana que o Primeiro Comando da Capital pretendia roubar R$ 28 milhões de um avião pagador que sairia do aeroporto de Sorocaba, a 90 km de São Paulo.
A Polícia Militar tinha informações sobre o roubo há mais de uma semana, disse o coronel Romeu Takani, comandante do 1º Batalhão da Polícia Rodoviária e um dos comandantes da operação. ‘‘Hoje (ontem) pela manhã recebemos a informação de que eles tentariam executar o roubo e fizemos a operação já planejada para interceptá-los’’, disse o coronel.
Takani revelou que haviam sido escolhidos três pontos da rodovia para a interceptação. O pedágio era a última opção, por causa dos riscos envolvidos numa eventual troca de tiros, ‘‘Ali há sempre muitos carros parados e inocentes poderiam sair feridos’’, disse ele. Mesmo assim, o pedágio estava fortemente policiado. Os operadores haviam sido substituídos por policiais militares. ‘‘Não sabíamos como nem em quantos eles viriam, mas quando detectamos o ônibus na rodovia, suspeitamos imediatamente que eram eles’’, contou o coronel.
Os carros que davam cobertura ao ônibus ainda não haviam sido identificados. Quando o ônibus se aproximou do pedágio, os ocupantes deram sinais de que sabiam estar sendo seguidos. ‘‘Uma perua Parati, que depois descobrimos ser uma das integrantes do comboio, passou pelo pedágio e deve ter pressentido alguma coisa, deu o sinal para o ônibus’’, disse Takani.
Naquele momento o ônibus começou a manobrar na tentativa de voltar na contramão pela rodovia. ‘‘Não tínhamos mais opção. Caso conseguissem fugir, uma troca de tiros no meio de automóveis em alta velocidade poderia resultar numa carnificina’’, avaliou o coronel.
Cercados, os integrantes do ônibus começaram a disparar. ‘‘Mas estávamos muito bem posicionados e preparados. Respondemos ao fogo’’, disse. De acordo com o coronel, a ação toda não demorou mais do que um minuto. ‘‘Assim que o fogo cessou ainda entramos no ônibus para tentar socorrê-los’’, contou ele.

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