Londrina - Policiais do 5º Batalhão (BPM) detiveram três pessoas logo no início da operação de ontem em Londrina. Dois jovens foram pegos em flagrante no centro furtando uma motocicleta de um estacionamento público.
  ‘‘Parei para ir em uma loja e quando voltei ela já não estava mais no local. Liguei para a polícia assustado e fui informado que os rapazes foram detidos a uma quadra dali’’, disse o eletricista Jeverton Wesley Oliveira. A Honda Fan estava financiada e ainda faltavam 36 prestações para pagá-la. ‘‘Foi o melhor presente de Natal que eu poderia receber’’, comemorou.
  Um dos detentos era menor de idade. O adolescente de apenas 15 anos já tinha passagens por furto, tráfico de drogas e receptação. O outro, de 23 anos, foi encaminhado à carceragem do 5º Distrito Policial.
  ‘‘A gente tem percebido a prática de crimes com dois homens em motocicletas, um veículo rápido e fácil de empreender fugas. Os bloqueios visam então identificar e prender essas pessoas’’, comentou o relações-públicas do 5º BPM, capitão Nelson Villa. A Operação Nhapecani, denominação guarani de um falcão originário das terras paranaenses (a ave está simbolizada no Brasão de Armas do Paraná) segue até domingo.
  A polícia também realizou ontem diversas blitze de trânsito. Uma delas, na principal via de acesso ao Jardim União da Vitória, zona sul, resultou na apreensão de 13 motocicletas. Ninguém foi detido. A maioria dos casos estava relacionada à falta de documentação do veículo ou do condutor. A multa mais alta aplicada na operação chegou a R$ 957.
  Durante abordagens em favelas, uma mulher foi detida por posse de drogas na Vila Marizia, zona leste. Ela portava três porções de crack e argumentou que a droga era para consumo próprio. ‘‘Eles (policiais) têm que pegar traficantes, não viciados’’, criticou. A mulher estava no sexto mês de gestação e disse fazer uso constante do entorpecente. ‘‘Arrepender do quê? Não roubei nada, meu único problema é ser viciada’’, argumentou ela, que espera o oitavo filho. A mulher assinou um termo circunstanciado e foi liberada.
  ‘‘A droga está diretamente ligada a um submundo do crime. Nossa maior dificuldade é materializar esse comportamento para que o traficante seja penalizado judicialmente pelo cometimento do crime’’, enfatizou o capitão Villa. (Danilo Marconi/Reportagem Local)

mockup