Alfredo Avelino da Silva, um dos líderes dos sem-terra em Querência do Norte, foi preso em flagrante esta semana, por policiais militares do Grupo Águia, com alguns objetos furtados das Fazendas Transval e Rio Novo, antes da desocupação da área, no dia 7. A prisão foi respaldada por um mandado de busca e apreensão expedido pela juíza da comarca de Loanda, Elizabete Kather.
Para um dos coordenadores estaduais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rogério Mauro, a polícia tem de cumprir a lei. ‘‘Se ele praticou um roubo, deve ser punido, mesmo sendo membro do MST. Porém, é necessário que se apure a fundo e, se for comprovado o crime, que ele pague por isso. Mas somos contra a prisão sem motivo’’, afirmou.
Sobre a morte de um dissidente do MST na Fazenda Corumbataí - mais conhecida como 7 Mil -, em Arapuã, Josuel Trindade de Jesus, 21 anos, assassinado na quarta-feira à noite com cinco tiros (ver matéria nesta página), Mauro afirmou não ter muita informação. O crime, de acordo com a polícia, teria sido cometido por aproximadamente 10 pessoas (cinco já identificadas) ligadas ao MST da Fazenda 7 Mil.
Mesmo assim, defendeu que a polícia faça uma investigação rigorosa sobre este crime e, ‘‘se for comprovado algum crime, que se cumpra a lei’’. ‘‘Eu só gostaria é que a polícia desse o mesmo tratamento para os sem-terra, pistoleiros e fazendeiros. Quando o crime é do lado do sem-terra, a investigação é imediata. Temos mais de 150 trabalhadores presos, enquanto que para os crimes de sete sem-terra os autores até hoje estão em liberdade’’, salientou. (A.L.)

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