São Paulo, 20 (AE) - O policial militar José Ricardo Ramos, de 29 anos, negou hoje, em depoimento, ter ameaçado de morte o filho do prefeito Celso Pitta, Victor Camargo Pitta de Oliveira, de 25 anos. Ele afirmou que cumpria ordens do prefeito quando impediu a entrada de Victor no flat em Moema, onde o pai está morando. Segundo ele, a primeira-dama Nicéa Pitta telefonou para o flat e disse que encontraria um jeito de excluí-lo da PM.
Ramos é soldado e trabalha no gabinete militar da prefeitura, prestando segurança pessoal ao prefeito. Em 23 de fevereiro Victor foi ao flat. Queria ver o pai para tratar de problemas de Pitta e de Nicéa. Como foi impedido de entrar, o filho parou o carro em frente a um das das saídas do flat. Ramos pediu que ele saísse. "Disse que ia chamar um carro da PM", afirmou o soldado.
Victor alega que Ramos o chamou de "folgado" e disse que, após o término do mandato do prefeito, iria dar-lhe um tiro. "Fiquei abismado com a acusação", afirmou o segurança. "Não estou acreditando no que está acontecendo comigo, pois eu gostava muito dele."
O soldado depôs no 78.º Distrito Policial durante uma hora e meia. Ele foi ouvido logo depois do subchefe do gabinete militar da Prefeitura, o major Altino José Fernandes. Fernandes disse ter convencido Victor a retirar o carro da frente do flat e comprometeu-se a arrumar um encontro do filho com o pai. Além disso, ao ouvir o relato de Victor de que Ramos o teria ameaçado
o major afirmou ter dito ao filho do prefeito que ele procurasse uma delegacia e registrasse o caso.
Além dos dois, a delegada Nair Silva de Castro Andrade ouviu os depoimentos de mais dois PMs da escolta do prefeito: Johnny Mascarenhas de Queiroz, de 32 anos, e Anselmo Barbosa de Oliveira, de 36 anos. Outros dois PMs devem ser ouvidos pela delegada. Até agora, segundo ele, todas as tesemunhas disseram não ter presenciado a ameaça relatada por Victor.

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