São Paulo - Uma resolução da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo publicada ontem no Diário Oficial do Estado determina que pessoas feridas em confronto com a polícia só poderão ser socorridas por equipes de resgate, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A medida também altera a classificação das ocorrências envolvendo mortos pela polícia de ''resistência seguida de morte'' para ''morte decorrente de intervenção policial''.
Segundo o secretário de Segurança, Fernando Grella Vieira, a meta é garantir atendimento especializado para pessoas com ferimentos graves, assim como já ocorre no trânsito. A medida busca também liberar a mão de obra de policiais militares para preservar a cena do crime.
Outro benefício é evitar violência cometida por PMs enquanto supostamente atendem vítimas. A proibição do uso do termo ''resistência seguida de morte'' é fundamentalmente ''simbólico'', segundo Grella. ''Sinaliza que estamos dispostos a investigar, antes de definir que o caso foi uma resistência''.
Diretor do Samu na capital, Luiz Carlos Wilke afirmou que o atendimento de feridos em confrontos já é realizado atualmente e o impacto da resolução será pequeno na demanda diária.

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