PM invade casa para prender estivadores
Além do confronto na avenida Portuária -onde 60 pessoas foram presas e oito ficaram feridas- um grupo de 40 estivadores ficou encurralado, ontem, depois que a PM fechou os dois lados da Rua Otávio Correia, no bairro Estuário, próxima ao terminal da empresa Libra.
Os trabalhadores se abrigaram na casa de número 142, do também estivador Manoel Goulart. A casa fica a cem metros do terminal. Ele viu que estávamos sendo perseguidos e nos chamou para dentro, disse Túlio Fernandes Gambeiro. Segundo o estivador Sérgio Pinheiro de Araújo, cerca de 30 PMs cercaram a casa.
Os PMs forçavam a entrada pela porta da sala, que apresenta sinais da tentativa de arrombamento, segundo os estivadores. Quando a porta foi aberta, houve inicialmente um embate corporal. Os policiais teriam disparado tiros de balas de borracha, dominado os estivadores que estavam na sala e os obrigado a se ajoelhar de frente para as paredes.
Dois estivadores feridos no confronto teriam sido hospitalizados, mas os hospitais não confirmavam a informação.
O comandante das operações da tropa de choque da PM no porto, capitão Flávio Depieri, disse que os policiais foram obrigados a invadir a casa porque estava configurado um delito e os infratores já estavam sendo perseguidos.
Para Depieri, a PM tinha todo o direito de entrar na residência e prender em flagrante os estivadores.
De acordo com o comandante, os trabalhadores provocaram a reação da PM ao atirar pedras contra os policiais, interditar ruas e colocar o risco em direito de ir e vir. Existem outras formas para reivindicar, afirmou. (A.F.)





