Londrina - A Polícia Militar conseguiu frustar ontem de madrugada uma fuga de presos na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL I). Quatro homens serraram as grades da cela que ocupavam na 6 galeria, alcançaram o telhado da unidade usando uma corda feita de lençóis e chegaram ao pátio de sol. O grupo foi flagrado tentando escalar o muro de aproximadamente sete metros de altura.
''O PM que estava na guarita percebeu uma movimentação externa. Um homem de motocicleta se aproximou e jogou uma teresa (corda) para dentro. Simultaneamente, presos chegaram ao pátio. Instantaneamente foi feita a retenção desses indivíduos e chamado apoio'', explicou o relações-públicas do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), capitão Nelson Villa.
A corda, que estava presa em um poste, tinha 15 metros de comprimento. Na revista foram encontrados um celular e quatro serras no interior da cela dos fugitivos.
Os fugitivos foram colocados em isolamento - suas identidades não foram reveladas. ''Os presos foram isolados e vão ser ouvidos pelo Conselho Disciplinar, podendo ser sancionado até 30 dias de punição em isolamento'', explicou o diretor da PEL I, Élcio Martins Basdão.
A unidade, construída para abrigar 508 pessoas, está superlotada. Ontem, a PEL I estava com 625 presos, motivo de críticas por parte da Comissão de Direitos Humanos (CDH) de Londrina. ''Isso (fuga) vai acontecer até o final do ano porque o Estado trata essa questão carcerária como um calabouço, vai jogando as pessoas dentro de um buraco como se não existissem. Os locais estão superlotados e as pessoas não têm tratamento algum. O preso torna-se mais delinquente porque sem atividade fica apenas discutindo a organização criminosa'', criticou o coordenador do CDH Londrina, Carlos Enrique Santana.
O diretor da PEL 1, Elcio Basdão, rebateu as declarações de Santana. Ele declarou que, embora possa acontecer um evento crítico, a equipe do presídio ''não tem medido esforços para realizar um trabalho de tratamento penal, que é feito por uma equipe de técnicos e pela equipe responsável pela segurança''.
''Esse tratamento é feito de acordo com as nossas possibilidades. Se existe um excedente de presos, ele é administrável e não temos medido esforços para amenizar essa situação. Lotação em Londrina sempre houve, mas nada que saia do controle'', garantiu Basdão.(Colaborou Vítor Ogawa)

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