Londrina - Policiais militares conseguiram impedir duas fugas em menos de 24 horas no minipresídio de Apucarana (Centro-Norte). Ao todo, 24 presos estavam envolvidos nas ações. Em ambos os casos os presos usaram serras e estouraram cadeados. A primeira tentativa ocorreu na noite de terça-feira e a segunda, na noite seguinte.
Essas foram as primeiras tentativas de fuga do ano em Apucarana. A carceragem do minipresídio, projetada para abrigar 120 presos, vive superlotada. Ontem de manhã, 246 homens eram mantidos no local - mais de 20% são condenados e deveriam cumprir pena em penitenciárias.
A situação gera ainda mais intranquilidade devido à falta de servidores no minipresídio. Apenas três policiais se revezam na guarda. No final do ano passado o delegado-chefe da 17 Subdivisão Policial (SDP), Valdir Abrahão, fez um apelo para Londrina repassar pelo menos dois carcereiros para Apucarana. A transferência foi autorizada, mas ninguém apareceu.
''Os dois carcereiros desistiram (da transferência) por conta da distância e da despesa, acabou não compensando para eles'', lamentou o superintendente da 17 SDP, Edson Antunes. ''Isso gera insegurança, há apenas o mínimo de pessoas trabalhando para manter a segurança.''
Duas fugas foram registradas no minipresídio de Apucarana no ano passado. Ao todo, 16 detentos escaparam. Apenas quatro foram recapturados. Um dos foragidos morreu no dia 1º. Reginaldo dos Reis, de 35 anos, foi vítima de um acidente na BR-369. Ele estava em uma moto, que bateu contra um automóvel no trecho urbano da rodovia em Arapongas. Reis, que cumpria pena por homicídio por ter assassinado a ex-namorada, havia fugido do minipresídio no dia 11 de dezembro de 2012.
O acidente vitimou outro foragido do minipresídio. Diogo Lucheti Belmonte, 31, sofreu politraumatismo e foi internado na UTI do Hospital João de Freitas. Se sobreviver, ele será reconduzido para a carceragem, onde cumpria pena por roubo e tráfico de drogas.

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