PM faz arrastão em terminais de ônibus
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quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Quinta-feira, 16 horas. Enquanto uma multidão de londrinenses se preparava para tomar os ônibus rumo à suas casas, 120 policiais militares deixavam a sede do 5º Batalhão na Zona Sul com uma missão diferente: fazer arrastões em todos os cinco terminais urbanos da cidade e revistar todos que estivessem nas plataformas e dentro dos coletivos estacionados. O comando local da Polícia Militar avisou que a população deve se acostumar com esse tipo de estratégia, que deve se tornar rotina.
O tenente Adauto Giraldes, que comandou os trabalhos de ontem, explicou que a estratégia foi fazer o congelamento de toda a área do terminal e, rapidamente, fazer as revistar. A meta da PM era coibir os assaltos contra os ônibus do transporte coletivo, retirando armas de circulação e o que mais fosse encontrado de irregular, como drogas por exemplo. ''Nosso objetivo é não só oferecer segurança como mostrar segurança'', propagandeou o tenente.
Nos cinco terminais urbanos, os alunos-soldados que estão em período de instrução no batalhão revistaram rapidamente milhares de pessoas no período de cerca de duas horas que durou a operação. De adolescentes a idosos, todos tiveram que apresentar documentos pessoais e mostrar o que levavam em sacolas, mochilas e nos bolsos. A população foi pega de surpresa mas, de maneira geral, ninguém se opôs ao trabalho policial.
Toda a operação foi acompanhada de perto pelo comandante interino do 5º Batalhão, major Júlio Richter. Ele agradeceu a cooperação demonstrada pela população e avisou que as pessoas devem se acostumar com as abordagens e bloqueios policiais, ''porque vão se tornar comuns''.
Com 64 anos de vida, a diarista Irene Venturini sofreu ontem a primeira ''geral'' de sua vida enquanto esperava o ônibus no terminal central mas concordou com o trabalho da Polícia. ''Deu um medo, fiquei um pouco apavorada, o coração balançou, mas a gente anda direito e não deve nada para ninguém'', afirmou. A zeladora Valdinéia Dionísio da Costa, 27 anos, também teve sua primeira experiência do gênero e pediu que esse tipo de ação tenha continuidade. ''Tem que ter isso com mais frequência porque a cidade está muito violenta'', argumentou.
De concreto, esse primeiro arrastão nos terminais urbanos registrou apenas um flagrante por posse de droga no terminal central. Os alunos-soldados Juliano e Niwton apreenderam uma pequena porção de maconha com um jovem de 18 anos, a primeira pessoa que eles abordaram.


