Maringá - Cerca de 300 pessoas foram retiradas ontem da Fazenda Nossa Senhora de Fátima, em Santa Isabel do Ivaí (92 km de Paranavaí), região Noroeste, na primeira reintegração de posse deste ano promovida pelo Governo do Estado. As famílias integram o Movimento Social Organizado (MSO) que surgiu ano passado no município de Santa Isabel do Ivaí.
A fazenda estava invadida desde o dia 29 de novembro. Após a reintegração, as famílias voltaram a ocupar uma área próxima da Igreja Católica, na entrada de Santa Isabel do Ivaí, nas margens da estrada que liga a cidade a Loanda. O MSO já mantinha um acampamento no mesmo local antes da invasão. Os integrantes são do próprio município e de cidades vizinhas.
Segundo o capitão Gilberto Cândido dos Santos, do Batalhão da Polícia Militar de Paranavaí, a reintegração foi tranquila e sem resistência do movimento. A PM usou um efetivo de 450 policiais para cumprir o mandado. A Secretaria de Estado de Segurança Pública não divulga quais as próximas ordens de reintegração que serão cumpridas, por questão de estratégia.
Alguns proprietários de áreas invadidas na Região Noroeste esperam há anos pelo cumprimento da ordem judicial. A região concentra os maiores conflitos agrários do Estado. Entre as áreas à espera de reintegração estão a Fazenda Água da Prata, de Querência do Norte, e a Santa Terezinha, de Paranapoema.
No ano passado, a polícia retrocedeu na ordem de desocupação da Água da Prata por causa da iminência de um conflito violento entre policiais e sem-terra. Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança, o objetivo do secretário Luiz Fernando Delazari, é buscar um ''grande acordo'' com ruralistas, sem-terra, Ouvidoria Agrária Nacional e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para acelerar o processo de reforma agrária no Paraná. Conforme a secretaria, no ano passado foram realizadas 34 desocupações pacíficas.

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