Belo Horizonte Após 27 horas de rebelião, os presos da penitenciária José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, libertaram, na tarde de ontem, os três agentes penitenciários feitos reféns no sábado, colocando fim ao motim. Os presos entregaram à PM uma granada, uma pistola, um revólver e facas. Não houve feridos.
Um documento protocolado ontem, no fórum de Ribeirão das Neves, procedimento feito pela juíza Luziene Medeiros, da Vara de Execuções Criminais daquela comarca, garante aos presos a ampliação do banho de sol de duas para três horas diárias e a visita de parentes, com direito a pernoite, na noite do Réveillon.
Os presos denunciaram maus-tratos e espancamentos por parte dos agentes penitenciários. A direção do presídio nega. Durante a rebelião, ninguém da Secretaria de Justiça apareceu por lá.
O coronel Sócrates dos Anjos, comandante da 7 Região da Polícia Militar de Minas Gerais, disse que as varreduras nas celas continuam acontecendo, mas que serão intensificadas. Ele afirmou que existe a suspeita de que as duas armas de fogo e a granada estivessem bem escondidas no interior do presídio, mas considerou também que as armas e os artefatos podem ter entrado pela portaria do presídio.

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