PM e segurança morrem em assalto em Curitiba
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - O soldado do 20º Batalhão da Polícia Militar (BPM) Paulo Renato Moraes Ribeiro, de 41 anos, e um ex-agente penitenciário e segurança, Emerson Teixeira de Farias, 40, foram assassinados ontem, em Curitiba, durante um assalto que ocorreu em frente a uma agência bancária na Rua Victor Ferreira do Amaral, no bairro Tarumã.
Por volta das 9h20 o gerente de um posto de combustível, que não teve o nome identificado, estava com um malote com mais de R$ 140 mil e iria fazer o depósito no banco. De acordo com informações preliminares, o empresário estava acompanhado do segurança Farias e se dirigia até a porta do estabelecimento. Neste momento, Ribeiro, que estava saindo da agência, começou a lutar com dois dos marginais, que dispararam duas vezes contra sua cabeça.
O segurança correu, na tentativa de escapar, mas foi atingido nas costas. Os dois morreram no local. O gerente do posto não ficou ferido, mas teve o dinheiro levado e ainda confirmou que conhecia as duas vítimas. ''Não sabemos se o segurança e o PM estavam fazendo uma escolta ou se apenas acompanhavam o empresário. Ele estava muito nervoso e pode ter ocultado alguma informação'', destacou o coronel Ademar Cunha Sobrinho, comandante do 1º Comando Regional da Polícia Militar.
Conforme as informações iniciais, quatro bandidos fugiram em uma Meriva cinza roubada até o Bairro Alto. De lá, segundo a polícia, depois de abandonar o primeiro veículo, eles seguiram em um Gol preto até o bairro Tatuquara. Este carro já foi identificado e o motorista será interrogado. A PM também informou que populares que estavam no local também desconfiam de um motoqueiro, que teria servido de ''batedor'' para ajudar na fuga dos bandidos.
O coronel ainda afirmou que, durante depoimento, uma funcionária do posto de onde empresário é dono afirmou que era conhecida de um dos ladrões, e admitiu ter passado algumas informações. ''A apuração está caminhando. Verificamos versões no local do crime e vamos investigar para ver se o policial estava no banco ou se chegou junto com o empresário e entrou antes na agência, já que informações desencontradas foram coletadas no local'', informou o coronel.
''Além disso já abrimos uma sindicância para apurar as circunstâncias da morte do oficial, e trabalhamos em conjunto com a Polícia Civil neste caso'', completou.


