PM e perueiros entram em confronto em SP
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Folhapress 
São Paulo - Policiais militares e perueiros entraram em confronto na manhã de ontem no Centro de São Paulo. Bombas de efeito moral foram lançadas. Segundo a Polícia Militar, a confusão começou por volta das 11h30, quando cerca de 500 perueiros se preparavam para fechar o viaduto do Chá, nas proximidades do Palácio Anhangabaú sede da prefeitura.
Ainda de acordo com a versão da PM, os perueiros reagiram atirando pedras nos veículos que passavam pela região e nos policiais, que lançaram bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. Não há confirmação sobre feridos. A reportagem não conseguiu localizar representantes dos perueiros.
Na quinta-feira mais de 150 perueiros fizeram uma manifestação em frente ao prédio da prefeitura. Com um carro de som, eles pediam a liberação de R$ 13 milhões em subsídios e a mudança de algumas regras do contrato com a SPTrans empresa que gerencia o transporte público na cidade.
O acordo firmado na ocasião da implantação do Bilhete Único, em maio do ano passado, determinava que as oito cooperativas Transcooper, Fênix, Cooperalfa, Associação Paulistana, Cooper Nova Aliança, Unicoopers, Cooperauhton Zona Sul e Cooperpam que atuam na Capital receberiam o valor integral da passagem paga R$ 1,70.
O sistema permite que os passageiros utilizem lotações e ônibus durante duas horas, após pagarem a primeira passagem. Com isso, os perueiros passaram a reclamar já que, segundo a categoria, cerca de 30% dos passageiros eram isentos do pagamento. A então prefeita Marta Suplicy (PT) afirmou que, por isso, pagaria um subsídio mensal de R$ 6 milhões o que ocorreu em agosto, setembro e outubro do ano passado.
Ao assumir, o prefeito eleito José Serra (PSDB) renovou o acordo para os meses de janeiro e fevereiro e aumentou o valor do subsídio para R$ 6,5 milhões. Segundo a Secretaria Municipal dos Transportes, a 1 parcela foi paga no último dia 3 e a segunda deve ser liberada no próximo dia 5 de março.
O secretário municipal dos Transportes, Frederico Bussinger, afirmou que ''todos que assinaram o acordo já receberam. Quem não assinou o aditivo, não recebeu. Isso é claro. Não podemos liberar uma quantia do dinheiro público para quem não assinou o acordo''.


