PM e ladrão são mortos em assalto a prédio comercial em SP
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2000
Por Mauro Carvalho da Silva 
São Paulo, 01 (AE) - O cabo David Rota Lupetti, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), foi morto a tiros por ladrões que invadiram o prédio comercial da Alameda Santos, 1.800, para assaltar corretoras de câmbio e valores. Depois de tomar a arma de Lupetti, os ladrões o obrigaram a tirar o colete a prova de bala e o mataram. No tiroteio, foi morto o assaltante Washington Luís. O porteiro do prédio, conhecido por Manoel, foi levado para o pronto-socorro do Hospital das Clínicas com ferimentos no braço e na perna.
O ladrão Roberto Sousa Ferreira, de 18 anos, foi preso em flagrante, e M.W.C., de 16 anos, detido e encaminhado à Febem. Cleitinho e Nando, outros integrantes do bando, fugiram. Os cinco ladrões chegaram ao prédio por volta das 14 horas. Dois ficaram no hall de entrada, enquanto outros três tomaram o elevador e subiram até o 9.º andar.
O empresário Caio Augusto Bastos Luquesi, diretor da Sé Corretora de Câmbio e Valores, contou que os ladrões, dizendo que eram menores e iam matar alguém se o dinheiro não aparecesse
ameaçaram os funcionários. "Eles chegaram a tomar uma mulher como refém, para obrigar que os funcionários abrissem as portas blindadas dos escritórios", disse Luquesi. Nesse momento, o cabo Lupetti e os sargentos Luis Antônio e Luis Carlos, da Rota, mas vestidos à paisana, entravam no prédio. Faziam, como bico, o trabalho de escolta para uma empresa do 7.º andar.
Os dois ladrões que estavam no hall, percebendo que Lupetti levava uma pistola na cintura, o dominaram, tomaram-lhe a arma e o obrigaram a tirar o colete. "Assim que o cabo tirou o colete, um dos ladrões disse: agora você vai morrer", contou depois o tenente Rogério Lemos de Toledo, do 7.º Batalhão da PM. Nesse momento, um dos policiais atirou, acertando a cabeça do ladrão Washington Luís, que morreu na hora. O outro ladrão atirou no abdômen do cabo. O projétil entrou no lado direito e saiu pelo lado esquerdo das costas.
Passavam pelo local policiais civis do Grupo Armando de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e Grupo Especial de Resgate (Ger). Houve tiroteio. Uma vidraça foi estilhaçada a tiros. Um grupo de pessoas que se encontrava na entrada do prédio correu assustado para o elevador. Devido ao excesso de peso, "o elevador afundou, mas ninguém ficou ferido", contou o tenente.
Os policiais fizeram uma varredura no prédio. O delegado Carlos Mezher, disse que num banheiro do 2.º andar foi preso Ferreira, armado com dois revólveres e uma pistola, além de um celular e muita munição. O menor foi detido com uma pistola Glock.


