Várzea Paulista, SP, 22 (AE) - A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Várzea Paulista, na região de Jundiaí (SP), entraram em confronto manifestantes da cidade. O tumulto foi provocado pela greve dos motoristas e cobradores de ônibus da empresa Rápido Luxo Campinas, protestos dos perueiros e também dos servidores públicos. Quatro tiros de revólver foram disparados contra um coletivo do bairro da Vila Popular. Houve correria pelas ruas, duas pessoas ficaram feridas levemente e foram apreendidas dez bombas de fabricação caseira em poder de sindicalistas.
A paralisação de 80 ônibus prejudicou 47 mil passageiros
sendo 31 mil de Várzea Paulista e mais 16 mil de Campo Limpo Paulista (SP). As duas principais vias de Várzea foram interditadas: a Marginal do Rio Jundiaí e a Avenida Fernão Dias Paes Leme. Os motoristas protestavam contra os perueiros que fazem transporte clandestino. A Rápido Luxo Campinas anunciou que fará demissão de 60 trabalhadores por causa da queda de 20% no número de passageiros transportados para se adequar à nova realidade.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários paralisou o trabalho de 530 profissionais, exigindo aumento da fiscalização contra os clandestinos. Os perueiros acusam os motoristas de ônibus de ataques com bombas caseiras e querem a regularização do trabalho. A greve coincidiu com protesto dos servidores de Várzea, que pedem cesta básica e a manutenção dos cargos, uma vez que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) mandou demitir mais de 300 contratados irregularmente pela administração passada.
O prefeito Clemente Manoel de Almeida saiu da prefeitura escoltado pela PM. Ele disse a emissora de TV regional que a greve foi provocada pelos patrões e não admite isso, ameaçando legalizar o trabalho dos perueiros, caso os ônibus voltassem a circular. Almeida disse que apreende e multa os perueiros.

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