PM e GM vão trabalhar no enfrentamento ao crack
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terça-feira, 30 de julho de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina Policiais militares e guardas municipais de Londrina vão ajudar no combate e enfrentamento ao crack, considerada uma das drogas mais viciantes e de rápida dependência psicológica. O Brasil é o maior mercado do entorpecente, como revelou ano passado o 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, estudo feito pela Universidade de São Paulo. A Prefeitura de Londrina não tem levantamento próprio sobre o uso de drogas na cidade. Estima-se que 2,8 milhões de brasileiros adultos já tenham experimentado crack e cocaína.
Pelos próximos 30 dias, 39 policiais militares e 40 guardas municipais londrinenses vão fazer o curso nacional de multiplicador de polícia cidadã e comunitária pelo programa Crack, é Possível vencer, parceria firmada com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.
O curso ocorre no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e está dividido em três módulos. Durante duas semanas, os agentes vão receber aulas teóricas sobre polícia cidadã e comunitária. Na sequência, o grupo vai conhecer como funciona a rede municipal de saúde e os tratamentos ofertados aos dependentes químicos. Por último, aulas práticas de tiros com aparelhos não letais.
"O crack debilita, provoca uma situação degradante. Poucas cidades estão preparadas para enfrentar esse mal. Entendemos que os diferentes órgãos têm que trabalhar em conjunto para resgatar esses indivíduos", esclareceu o coordenador do curso, subcomandante do 5º Batalhão, capitão Jefferson Luiz de Souza.
"Não é apenas um caso de segurança pública, mas um problema social. Acho importante os órgãos de segurança entrarem no enquadramento do enfrentamento", explicou a gerente de Saúde Mental da Prefeitura, Silvana Valentim. A Secretaria de Saúde mantém três centros de atendimento psicossocial e tem convênio com oito comunidades terapêuticas.
O convênio com o Senasp garante o repasse de 79 armas não letais, 20 câmeras de alta resolução e um ônibus equipado para auxiliar no trabalho de fiscalização e combate a criminalidade. "O ônibus está equipado com materiais de última geração, garantindo transmissão das imagens captadas pela câmeras sem necessidade de fios e cabeamentos. Esses equipamentos podem ser colocados em áreas críticas para garantir monitoramento e condensamento de uma área com alto índice de violência", explicou Souza. Os equipamentos devem ser repassados nos próximos meses para Londrina.


